Contexto e conexão_

imagem: @jeanbaptistecourtier

Acredito que estamos perante um novo futuro –um futuro consciente, uma consciência sustentável.

Roupas paradas no nosso armário, peças compradas sem nenhum critério, peças que não sabemos combinar e que achamos não combinar já connosco, o conceito renovar constantemente as peças do nosso armário parece obsoleto e não já vimos que não traz valor a longo prazo.

Como então devemos agir AGORA!?

Tenho questionado a forma como pensamos na nossa imagem, na forma como comunicamos, nas nossas escolhas, nas nossas crenças, nos nossos erros e fracassos sistemáticos na hora da compra e como podemos agir no futuro.

A pandemia obrigou-nos a olhar para o mundo, para nós próprios e para a nossa imagem de uma forma única e pessoal, individual.

O volúvel, o descartável, o sazonal, a padronizado, o irrefletido  já não nos serve.

E a maioria de nós elabora e decide as suas escolhas, sem previsão, conexão, contexto, sem critério próprio.

Mas afinal como devemos pensar no futuro?

Como deverá ser o nosso novo modo de pensar.

Como criar um conexão tão próxima de nós próprios para criar uma imagem e um valor à nossa imagem e comunicação.

Temos agora uma oportunidade para “ser” de uma forma diferente, agir de uma forma  diferente, uma consciência diferente.

Temos uma oportunidade para criar uma relação mais próxima do que somos e do que queremos.

Hoje em dia fazemos pesquisas, e o algoritmo da vida, cria histórias e imagens à nossa medida e preferência, acabando por moldar o que vemos e compramos, mas por outro lado tornamos-nos consumidores com um olhar mais objetivo, podendo recriar, co-criar, todo um universo pessoal único, escolher soluções que se adequam a nós e à nossa forma de comunicar exclusiva e especifica. Criar toda uma coordenação e conexão e extensão, do que somos e das peças que consumimos. Em co-criação e recriação, existe num consumidor, que escolhe as suas combinação de cores, matérias primas, estampados, texturas, acabamentos, confeção, marcas, comunicação.

As nossas peças, objetos, roupa, são uma extensão do nosso corpo, da nossa forma de pensar e de estar na vida.

Quero acreditar que a pandemia veio acelerar esta questão da consciência sobre nós próprios, um consumo mais consciente amigo e próximo de cada um de nós, do ambiente que nos rodeia e do planeta.

E para isso temos que criar esta ideia de contexto e conexão, qual o meu contexto e conexão em mim e qual o meu contexto e conexão fora de mim, para os outros, para o planeta.

O que me traz o bem estar, a alegria o entusiasmo. O que privilegiamos, o conforto, a durabilidade, o exclusivo, o atemporal,_ qual o propósito?!

Temos que terminar com esta ideia de vestir para fora de nós mas vestir para dentro, “para mim e para a minha vida”.

Precisamos de um midset de individualidade, adequação às nossas qualidades particulares de comportamento, de personalidade, e não individualista retirados de um contexto social, rejeitando as sugestões e o algoritmo do universo e do exterior, sobrepondo o meu valor e direitos a outros, mas sim, num processo dinâmico de comunicação, e consequentemente um  envolvimento e uma responsabilidade maior pelas nossas escolhas, pelo nosso contexto.

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.